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	<title>Educação &#8211; Terezinha Tarcitano Assessoria de Comunicação</title>
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		<title>Live de Encerramento: O Enigma do Castelo</title>
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		<pubDate>Mon, 14 Apr 2025 18:55:06 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Educação]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Para marcar o encerramento oficial do projeto <em>O Enigma do Castelo</em>, será realizada uma live especial no dia 25 de abril, às 19h, no Instagram (@enigmadocastelo). O evento contará com um bate-papo exclusivo sobre os bastidores da criação, os desafios da escrita interativa e as inovações em acessibilidade na literatura contemporânea.</p>
<p>Participarão da transmissão o proponente do projeto André Machado, a escritora Ana Prêgardier e a produtora executiva Isabel Meireles. Na ocasião, eles compartilharão detalhes sobre o processo criativo da obra, as contribuições viabilizadas pela Lei Paulo Gustavo e os próximos passos previstos até a finalização do projeto.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Serviço:</strong></p>
<p>Live de Encerramento – O Enigma do Castelo</p>
<p>Data: 25 de abril de 2025</p>
<p>Horário: 19h</p>
<p>Plataforma: Instagram</p>
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		<title>Faculdade de Direito da UFRGS celebra 125 anos com jantar solene e homenagens</title>
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		<dc:creator><![CDATA[terezinha]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 03 Apr 2025 18:49:18 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Educação]]></category>
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					<description><![CDATA[Em comemoração aos 125 anos da Faculdade de Direito da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), será realizado um jantar solene no próximo dia<span class="excerpt-hellip"> […]</span>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Em comemoração aos 125 anos da Faculdade de Direito da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), será realizado um jantar solene no próximo dia 25 de abril, no salão principal do Leopoldina Juvenil. O evento reunirá docentes, ex-alunos e personalidades jurídicas de destaque, marcando este momento histórico para a instituição.</p>
<p>Além das festividades acadêmicas e esportivas programadas para agosto de 2025, mês de fundação dos cursos jurídicos, a Comissão dos 125 anos propôs homenagear figuras de grande importância para a história e o desenvolvimento da Faculdade. A proposta, aprovada por unanimidade pelo Conselho da Unidade, foi apresentada pela comissão, presidida pela professora Cláudia Lima Marques. A diretora e a vice-diretora da Faculdade, professoras Ana Paula Motta Costa e Tula Wesendonck, também apoiaram a iniciativa.</p>
<p>Os homenageados com a “Medalha dos 125 anos” são:</p>
<ul>
<li>Sérgio José Porto – ex-diretor da Faculdade de Direito e fundador do Programa de Pós-Graduação em Direito da UFRGS;</li>
<li>Manuel André da Rocha – ex-professor e ex-vice-diretor;</li>
<li>Ellen Gracie Northfleet – ministra e ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF);</li>
<li>Rosa Maria Weber – ministra e ex-presidente do STF;</li>
<li>Nelson Jobim – ministro e ex-presidente do STF;</li>
<li>Cléa Carpi da Rosa – primeira mulher presidente do Centro Acadêmico e da OAB-RS;</li>
<li>Sulamita Santos Cabral – primeira professora concursada e presidente do IARGS;</li>
<li>Alfredo Englert – desembargador, ex-aluno e ex-professor, Provedor da Santa Casa de Misericórdia;</li>
<li>Jorge Gerdau Johannpeter – ex-aluno e patrono do Memorial e Museu da Faculdade;</li>
<li>Fábio Medina Osório – ex-aluno e também patrono do Memorial e Museu da Faculdade;</li>
<li>Cláudio Moretti – fundador e primeiro presidente do Conselho Diretor da Associação Gestora do Fundo Patrimonial em Apoio à Faculdade de Direito da UFRGS;</li>
<li>Ades Sanches e Vacas – servidora técnica administrativa aposentada e ex-gerente da Faculdade.</li>
</ul>
<p>Além destes nomes, a Direção atual propôs a inclusão da professora Cláudia Lima Marques, primeira diretora mulher da Faculdade e homenageada na 5ª Semana da Mulher, e de Rosimarie de Azevedo, coordenadora da Secretaria do Programa de Pós-Graduação em Direito e servidora em exercício mais antiga da Faculdade, em reconhecimento pelos serviços prestados. As propostas foram aprovadas por unanimidade pelo Conselho da Unidade.</p>
<p><strong>História e legado</strong></p>
<p>De acordo com relato da professora Cláudia Lima Marques, a então Faculdade ‘Livre’ de Direito, criada em 1900, hoje parte da UFRGS, é um patrimônio acadêmico e jurídico do Brasil. Desde sua primeira aula, ocorrida em 3 de maio de 1900, formou líderes como os ex-Presidentes Getúlio Vargas e João Goulart, além do primeiro-Ministro Brochado da Rocha. A instituição, informou, esteve na vanguarda de importantes avanços democráticos, como a abolição da censura e a criação do Código Eleitoral de 1932, que introduziu o voto secreto e feminino no Brasil.</p>
<p>A professora ainda ressaltou que, ao longo de sua trajetória, a Faculdade de Direito da UFRGS desempenhou papel fundamental na formação de juristas, diplomatas, professores, empresários e políticos. “A Faculdade de Economia nasceu em seu interior, e seus alunos e docentes foram os responsáveis por iniciativas que impulsionaram o desenvolvimento do Estado, como a criação do Banrisul e a modernização da economia gaúcha”, referiu.</p>
<p>Cláudia ainda mencionou que, com seu Programa de Pós-Graduação nota 6 na CAPES, a Faculdade se destaca pela excelência acadêmica, pesquisas sociais de impacto e ensino de qualidade: “possui o mais antigo Serviço de Assessoria Jurídica Universitária (SAJU) do país e contribuiu para a criação do Curso de Relações Internacionais da UFRGS e da simulação UFRGSMUN”.</p>
<p>Esclareceu que, em 2020, foi eleita, pela primeira vez, uma diretora e uma vice-diretora mulheres, no caso ela, Cláudia Lima Marques, e Ana Paula Motta Costa, respectivamente. Nesse mesmo ano, disse, foi criada a Associação Gestora do Fundo Patrimonial, que viabiliza a renovação estrutural e digital da instituição, incluindo a reconstrução do Salão Nobre, prevista para agosto de 2025.</p>
<p>“Venha celebrar conosco esta história e liderança!”, convida a professora Ana Paula Motta Costa, diretora da Faculdade de Direito da UFRGS. O evento, como explicou, reforça o compromisso da Faculdade com a excelência acadêmica e jurídica no Brasil.</p>
<p>Mais informações: (51) 98422-8133</p>
<p>Terezinha Tarcitano</p>
<p>Assessora de Imprensa</p>
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		<title>O Enigma do Castelo:</title>
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		<dc:creator><![CDATA[terezinha]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Sep 2024 19:50:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Divulgação de Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Releases]]></category>
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					<description><![CDATA[Livro inovador une literatura e multiverso A escritora Ana Pregardier está em fase de produção do manuscrito de seu novo livro, “O Enigma do Castelo”, que<span class="excerpt-hellip"> […]</span>]]></description>
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<p><strong>Livro inovador une literatura e multiverso</strong></p>



<p>A escritora Ana Pregardier está em fase de produção do manuscrito de seu novo livro, “O Enigma do Castelo”, que promete revolucionar a forma como os leitores interagem com a literatura. Com recursos da Lei Paulo Gustavo, a obra propõe uma experiência lúdica ao convidar os leitores a tomarem decisões que moldam o rumo da narrativa desde a primeira página. O objetivo, segundo a autora, será não somente promover a experiência literária dos leitores, mas também promover um debate essencial sobre acessibilidade na literatura&nbsp;contemporânea. O proponente é o produtor cultural André Machado, da Printcenterbr.</p>



<p>Ana Pregardier, que já publicou 51 livr/os, é especialista em obras multiverso, no qual o leitor escolhe o final da história, resultando em diferentes narrativas e finais únicos e permitindo uma nova experiência a cada leitura. “Trata-se de múltiplos universos narrativos”, resumiu.</p>



<p>Com lançamento dedicado especialmente ao público jovem entre 12 e 18 anos, “O Enigma do Castelo” abordará temas amplos, como amizade, identidade, coragem e amor. A trama mergulha os leitores em uma jornada repleta de mistério e aventura, incentivando-os a refletir sobre suas escolhas.</p>



<p>O projeto também prioriza a acessibilidade literária. Parte dos recursos da Lei Paulo Gustavo será destinada à consultoria especializada em acessibilidade, conduzida por Mimi Aragón da Ovni Acessibilidade. Segundo Ana Pregardier, trazer inclusão e acessibilidade para a literatura é algo que beneficia a todos.</p>



<p><strong>Curso</strong></p>



<p>Além disso, será oferecido o curso gratuito on-line “Como Pensar Acessibilidade na Literatura”, do dia 16 a 20 de setembro, ao vivo, às 12h pelo Instagram&nbsp;do&nbsp;projeto @enigmadocastelo. O curso é dirigido para escritores, professores, pesquisadores e artistas que querem aprender a transformar suas obras literárias em conteúdos acessíveis e descobrir técnicas e práticas essenciais à inclusão literária A expectativa é formar entre 50 e 250 profissionais diretamente e alcançar até 1.250 indiretamente.</p>



<p><strong>Programação</strong></p>



<p>16/09 às 12h &#8211; Falando sobre acessibilidade</p>



<p>17/09 às 12h &#8211; Terminologias e 2 polos capacitistas</p>



<p>18/09 às 12h &#8211; Recursos de acessibilidade e instrumentos</p>



<p>19/09 às 12h &#8211; Linguagens e comunicação</p>



<p>20/09 às 12h &#8211; 10 dicas para uma escrita&nbsp;acessível</p>



<p>Mais informações e inscrições: <a href="https://forms.gle/ovc47TCVKmwEzYrr7"><strong>https://forms.gle/ovc47TCVKmwEzYrr7</strong></a><strong></strong></p>



<p><strong>Lives</strong></p>



<p>Todos os domingos, até dia 22 de dezembro, estão sendo realizadas lives, às 18h, pelo perfil @enigmadocastelo. Haverá um intérprete de libras e audiodescrição feita pelos participantes. As lives serão divididas em dois tipos: convidado e escritora (os convidados são especialistas em acessibilidade ou pessoas PCDs envolvidas na cultura que dialogarão com a escritora sobre o tema e como isso se relaciona com uma escrita acessível); e processo de escrita da escritora (ela compartilha com o público todos os processos e passos que está fazendo para escrever&nbsp;o&nbsp;livro).</p>



<p>Terezinha Tarcitano</p>



<p>Assessora de Imprensa</p>
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		<title>O Saber</title>
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		<dc:creator><![CDATA[terezinha]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 May 2015 15:48:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
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		<category><![CDATA[Educação]]></category>
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					<description><![CDATA[O povo carente de instrução fica à margem da liberdade. Sem liberdade, perde a dignidade. Resta lançar a semente e (re) criar a vida. Nada acontece<span class="excerpt-hellip"> […]</span>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O povo carente de instrução fica à margem da liberdade. Sem liberdade, perde a dignidade. Resta lançar a semente e (re) criar a vida. Nada acontece por acaso. Ante aos ensinamentos é preciso examinar e reexaminar o que se entende por cultura, por livro, por literatura. Há, entre as pessoas, uma tendência em se referir a palavra &#8216;cultura&#8217; ao indivíduo de muitas palavras, leituras, títulos acadêmicos, conhecimento de línguas. E tal indivíduo acaba, por vezes, sendo &#8216;cultuado&#8217; por seu saber como “homem-símbolo”.</p>
<p>Pelo corredor curto e estreito da vida, cada um leva adiante o tempo, quando mais nada serve o “ter”. Tudo representa e resulta no “ser”. Por qual seja a vida, sua ação de efeito material não significa nem soma. Já o espiritual, da sua causa, avoluma, une e ajuda para arribar na querência final e feliz.</p>
<p>O ser humano refere-se à gestação, ao nascer e viver e fazer uso da razão. Quarenta e seis anos se passaram célebres convivendo nesse meio. E essa vivência e experiência acumuladas me serviram nessa região Planaltina de Vila Cristina.</p>
<p>Portanto, nunca sabemos demais, nunca aprendemos demais, somos a imagem espelhada de nosso conhecimento. Tenho por objetivo suscitar indagações, logo, faz -se necessária uma leitura inteligente que saiba relativizar o sentido dos relatos e afirmações, pois em países  do Terceiro Mundo certas tendências assumem condições muito mais dramáticas. Não podemos nos intitular pensadores da “Nova Era” e esperar que todos compreendam o que queremos dizer.</p>
<p>Contudo, assim como a grama irrompe nas rachaduras das pedras, uma nova visão do mundo vem abrindo caminho por entre os rígidos de um pensamento desgastado. O maior erro da humanidade foi o de compartimentar, isto é, tentamos ser religiosos no domingo, tratamos de economia na segunda-feira, e assim por diante.</p>
<p>Por tal motivo, espero que a educação seja repensada, que o comércio envolva algo mais do que o dinheiro, que a agricultura se proponha a fazer mais do que produzir sobras.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>Arnildo Schildt</b></p>
<p><b>Diretor Executivo da Schildt Corporation</b></p>
<p><b><a href="mailto:schildt_arnildo@hotmail.com">schildt_arnildo@hotmail.com</a></b><b> </b></p>
<p><b><a href="http://www.schildt.com.br/">http://www.schildt.com.br/</a></b><b> </b></p>
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		<title>O álbum de cada família</title>
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		<dc:creator><![CDATA[terezinha]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 19 Feb 2014 13:18:34 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Clientes]]></category>
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					<description><![CDATA[Em minha infância e adolescência vivi incontáveis alegrias e algumas tristezas tão profundas que me fizeram acreditar que, dentre as amigas, eu era a única que<span class="excerpt-hellip"> […]</span>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Em minha infância e adolescência vivi incontáveis alegrias e algumas tristezas tão profundas que me fizeram acreditar que, dentre as amigas, eu era a única que sofria de verdade. Bem adulta, adotei uma frase que ouvi, mas não lembro a autoria: esgotei minha quota de sofrimento na infância. Tristezas e decepções vêm e virão. A questão é (tentar) sofrer estritamente quando é o caso, e não assim à toa como a gente faz, ou porque há várias coisas estragadas em casa e não sabemos a quem recorrer para consertá-las, porque o carro &#8211; um tanto rodado &#8211; previsivelmente veio a quebrar, ou simplesmente porque está quente demais.</p>
<p>Passando uns dias de férias no escaldante verão porto-alegrense e tentando não praguejar diante desse desconforto térmico, mentalizei dias de puro luxo como protagonista de uma maratona cinematográfica climatizada. Iniciei com um filme em cartaz já há algum tempo, o surpreendente Álbum de Família, dirigido por John Wells. Notável o esmero do diretor em retratar (quase) tudo que se possa imaginar em termos de relações familiares conturbadas. Fiquei perplexa. Muitos nós na garganta (não queria chorar!). Muitos ataques de risos coletivos, na maioria das vezes provocados pela desconcertante sensação de inquietação na alma.</p>
<p>Fiquei repassando essa película pontuada por exímias – teatrais na dose exata – interpretações. Não deu pra escolher quem estava melhor em seu papel. Para ficar apenas com alguns, há o pai, ex-professor, poeta e alcoolista desiludido; ou a matriarca pretensamente forte, cínica e desesperada, querendo impor “verdades” a todos. A tia, que se reconhece como velha e gorda, revela que já foi profundamente sedutora – continua inteligentemente bem-humorada. Isso sem falar na afetiva e destemida empregada recém-contratada (autodeclarada descendente da tribo indígena Cheyenne); da adolescente fora dos padrões aceitáveis (ainda há tais padrões?), e das três irmãs que compartilharam tantas coisas juntas e se saíram, ao final, tão singulares.</p>
<p>É disso que eu gosto: de filmes que nos convidam (obrigam) a pensar sobre as nossas próprias relações familiares e como lidamos com os inevitáveis conflitos. Não há como não identificarmos, em nosso próprio Álbum de Família, situações e personagens similares, ainda que o grau de beligerância e insanidade possa variar. Mais não vou contar. Depois do que vi nessa obra de arte, posso adiantar que minha infância e adolescência não foram tão sofridas assim.</p>
<p><b>Marta Leiria Leal Pacheco</b></p>
<p><b>Procuradora de Justiça do Estado do RS</b></p>
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		<title>Santiago morreu por todos nós</title>
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		<dc:creator><![CDATA[terezinha]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 13 Feb 2014 02:11:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
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					<description><![CDATA[Minhas ensolaradas férias no Rio de Janeiro ganharam um tom sombrio com a morte do cinegrafista Santiago Andrade. Não era meu amigo, eu não o conhecia,<span class="excerpt-hellip"> […]</span>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Minhas ensolaradas férias no Rio de Janeiro ganharam um tom sombrio com a morte do cinegrafista Santiago Andrade. Não era meu amigo, eu não o conhecia, mas desde que aquele rojão estourou na cabeça dele não paro de pensar que poderia ser qualquer um de nós. Como uma bomba lançada por um terrorista que não escolhe a vítima, o foguete jogado por Caio Silva de Souza caiu na cabeça de Santiago, mas poderia ter atingido qualquer outro jornalista de texto ou de imagem. Santiago morreu por nós, jornalistas, que viramos alvos dos black blocs e manifestantes desmiolados que, na falta de ideias, usam a violência como método de expressão política.<br />
Caio Silva de Souza e o jovem que lhe passou o foguete assassino não são os únicos responsáveis pela morte de Santiago Andrade. Todos os que passaram a mão na cabeça dos manifestantes violentos e atiçaram os cães contra jornalistas têm as mãos sujas do sangue de Santiago. Os que nos protestos de junho foram coniventes com a violência e estimularam o quebra-quebra contribuíram para que se criasse um clima de hostilidade contra jornalistas, a linha de frente do que se convencionou chamar de &#8220;grande mídia&#8221;. Que não venham agora prestar condolências fingidas à viúva Arlita Andrade e à filha Vanessa, jornalista contra a vontade do pai, que alertou para as agruras da profissão.<br />
Quando os black blocs barbarizaram o Rio de Janeiro, nos protestos de junho, destruindo lojas e prédios públicos, saqueando e quebrando agências bancárias, houve quem justificasse a violência como parte da manifestação democrática. Com a morte do cinegrafista, esses devem colocar a mão na consciência e se perguntar até que ponto foram coniventes, por ação ou por omissão.<br />
Uma família foi destruída por um rojão que alguém levou para a manifestação com o objetivo claro de ferir. Logo, para quem levou e acendeu o artefato não se tratava de um protesto pacífico. Se isso não for tratado como homicídio doloso, estará aberto o caminho para a repetição desses atos e a próxima vitima poderá ser um operário, um policial, um servidor público, um inocente qualquer que esteja no lugar errado na hora errada.<br />
É patética a tentativa que se vê nas redes sociais de tentar culpar a Band porque o cinegrafista não usava capacete. Era só o que faltava: um repórter, fotógrafo ou cinegrafista ter de usar capacete e armadura para cobrir um protesto contra aumento de passagem de ônibus. Os dois responsáveis diretos pela morte de Santiago estão presos, terão direito à ampla defesa e serão julgados de acordo com o Código Penal. Para que não se repita, é importante que a polícia reviste mochilas e impeça a participação de mascarados em protestos. Quem quer exercer o direito de se manifestar não pode se esconder atrás de máscara que impeça o reconhecimento no caso de cometer um crime, como cometeram os rapazes que agora responderão pela morte de Santiago.</p>
<p><strong>Fonte: Rosane de Oliveira (Zero Hora/RS)</strong></p>
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		<title>Corrupção visceral</title>
		<link>https://ttarcitano.com.br/corrupcao-visceral/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[terezinha]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 11 Feb 2014 22:05:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Clientes]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
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					<description><![CDATA[Falar dos mensaleiros ou da corrupção, de uma forma geral, tornou-se algo como uma guerra entre militantes de partidos, onde uns justificam os erros dos seus<span class="excerpt-hellip"> […]</span>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Falar dos mensaleiros ou da corrupção, de uma forma geral, tornou-se algo como uma guerra entre militantes de partidos, onde uns justificam os erros dos seus com os erros dos outros. De outra parte, parece que a corrupção é ou deveria ser algo intrínseco nas nossas vidas, algo absolutamente natural e banal; e, de certa forma, o é. A corrupção no Brasil tornou-se algo visceral, como um câncer em fase metastásica que vai se infiltrando em todos os setores de nossas vidas. Há poucos dias, fiquei estarrecido com a afirmação de pessoas de meu convívio de que se pudessem fariam exatamente tudo àquilo que condenam no comportamento dos outros, especialmente dos políticos. Restou-me uma sensação de que somos uma geração absolutamente perdida, materialista, descrente e desprovida de valores. Mas será que é isso que queremos para os nossos filhos e netos?</p>
<p>Neste particular, me parece absolutamente oportuno falar a respeito da fuga do Sr. Henrique Pizzolatto, ex-diretor do Banco do Brasil, para a Itália. Além de, na minha humilde opinião, uma clara confissão de culpa, fez escarnecer do Supremo Tribunal Federal, da Polícia Federal, de todas as instituições republicanas e, escancaradamente, do povo brasileiro, incluindo sua família aqui. Não faltou, no entanto, um ministro do mesmo Supremo Tribunal que justificasse a sua atitude como a de um cidadão qualquer que tivesse na iminência de ser preso.  Mas, felizmente, o Brasil, hoje, é vitrine e enganam-se aqueles que pensam que a INTERPOL e tantas outras instituições estrangeiras não estão atentas ao que aqui acontece.</p>
<p>Quis o destino que este senhor, cidadão italiano, fosse preso naquele país por utilizar o passaporte de seu irmão falecido há 30 anos. Ora, como cidadão italiano, não bastaria um BO e a solicitação de um novo passaporte caso se tratasse mesmo de “um assalto”? Por que alguém de boa fé fugiria do Brasil levando o passaporte do irmão falecido caso não premeditasse ocultar sua real identidade. Não é demais lembrar que há denúncias de que o falecido teria comparecido às urnas anos após sua morte, evidenciando, aí, crimes anteriores. Parece-me que aí há indícios claros de que a sua fuga foi algo urdido por uma organização criminosa que planejou criteriosamente sua fuga. Pessoas que não gostariam que toda a verdade viesse à tona. Tudo isso sugere que este senhor sabe muito mais do que foi relatado ao judiciário. Se a mentira tem pernas curtas, no caso de Pizzolatto, não passam de cotocos.</p>
<p>Ao contrário do que aconteceu no caso Cacciola, as autoridades italianas estão dispostas a colaborar com a Justiça brasileira compartilhando as informações colhidas durante a prisão de Pizzolatto, quem sabe até extraditando-o.  Mas, para isso, é necessário que haja vontade política do Governo brasileiro, ou para que ele seja extraditado ou para que ele cumpra suas penas naquele país (custo para eles). Entretanto, o que se vê são personalidades importantes da base governistas (suspeitos de corrupção!) promoverem e participarem de “vaquinhas” (ações entre amigos, quiçá cúmplices!) para pagar multas instituídas pelo Supremo Tribunal Federal, retirando-lhe a competência de punir os criminosos ou a atitude pedagógica de fazê-lo (senão for dinheiro público distribuído por laranjas!), mensaleiros cumprindo suas penas em prisão domiciliar, enquanto milhares de cidadãos brasileiros, justa ou injustamente, verdadeiramente apodrecem em penitenciárias sem assistência médica, judiciária ou simplesmente água mineral; a ação de mercenários cibernéticos que tentam impedir a livre manifestação da população em redes sociais, e por aí vai.</p>
<p>O povo brasileiro precisa de justiça real. Não precisamos sediar copas ou jogos olímpicos; pelos maus exemplos, já somos vitrine. Não queremos mais portos no exterior, mas eficiência dos portos nacionais e menos impostos; tampouco precisamos de bolsas disso ou daquilo, mas salários dignos e uma política real de distribuição de renda. Não queremos “democracia” na educação, mas simplesmente uma educação pública de qualidade e valorização dos educadores. Não necessitamos de cotas, mas de igualdade real. Não queremos “mais médicos”, mas uma real atenção à saúde da população. Não queremos reparação de erros do passado, mas o fim da escravidão real em pleno século XXI (os médicos cubanos ou, pior, as crianças brasileiras que trabalham em carvoarias entre tantos outros exemplos). Queremos o fim de uma polícia truculenta a serviço do estado, mas sim uma polícia desmilitarizada e cidadã, a serviço do povo.</p>
<p>Por fim, precisamos, sim, que a justiça seja feita sem regalias, que as leis sejam cumpridas, que esse senhor Pizzolato, não o morto, mas o vivo, seja repatriado e, finalmente, conte tudo o que sabe à Justiça, afinal seu destino parece mesmo ficar preso. Se não for por nós, por uma geração que já naturalizou a corrupção, a falta de ética, de caráter que seja por nossos filhos e netos para que um dia orgulhem-se de ser brasileiros.</p>
<p><b>Carlos Frederico Nalepinski Widholzer</b></p>
<p><b>Doutor em Ciências e Professor da Universidade Federal de Pelotas</b></p>
<p><b><a href="mailto:carlosfredericowidholzer@yahoo.com.br">carlosfredericowidholzer@yahoo.com.br</a> </b></p>
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		<title>Vestibular e iguais oportunidades:  da lei do boi à lei das cotas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[terezinha]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 12 Jan 2014 10:41:09 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Incrível como o vestibular mudou da década de 1980, quando me submeti a essa maratona de provas, para os dias de hoje. Recentemente, tenho revivido, por enquanto por intermédio de um dos filhos e dos filhos dos amigos, esse importante rito de passagem.</p>
<p>Meu próprio vestibular encarei como se fosse uma questão de vida ou morte. Hoje, em retrospectiva, é fácil constatar o exagero dessa (auto)cobrança. A gente tem a impressão de que, se não ingressar instantaneamente na universidade, ficará para trás: na profissão, na vida, em tudo. Como se ao longo da nossa existência fizesse alguma diferença ter se formado dois ou três anos mais tarde.</p>
<p>Dá gosto de ver os que, apesar de não lograrem êxito na primeira, segunda ou terceira vez, não desistem. Para quem opta pela Medicina, não raro são muitas as tentativas até que o sonho se concretize. Aconteceu com a filha de amigos muito queridos, que acabou por passar nos primeiríssimos lugares no vestibular. Exemplo de perseverança e de confiança em si mesma.</p>
<p>Durante os anos da faculdade, minha turma foi contemporânea da Lei do boi, revogada em 1985, certamente por influência dos novos ares democráticos que se avizinhavam – nossa Constituição Cidadã é de 1988. O pessoal mais novo talvez nem saiba que ela tenha existido por 17 anos. É realmente notável a mudança de paradigmas que se operou de lá para cá.</p>
<p>A lei parece ter surgido para dar oportunidade de estudo e trabalho àqueles que tiravam seu sustento da terra fossem ou não proprietários rurais. No entanto, diante das distorções da sua aplicação prática, os filhos dos latifundiários, ao fim e ao cabo, foram os verdadeiros beneficiados. Acabou por facilitar a vida (dura) da elite rural, ingressando com mais facilidade nas faculdades de Agronomia e Veterinária das universidades federais. Era por aí a linha de raciocínio.</p>
<p>Hoje, em tempos de lei de cotas nas universidades públicas, da opção constitucional pela discriminação positiva visando à redução das desigualdades sociais, a famigerada Lei do boi parece uma realidade muito longínqua. A história nos dirá, irremediavelmente, se a atual opção pela discriminação positiva terá gerado os efeitos práticos pretendidos.</p>
<p>Torço para que não só de cotas vivam os menos afortunados. E para que durante a vida escolar tenham efetivo acesso ao ensino público de qualidade, exatamente como aqueles que frequentam as escolas particulares. Que os nossos jovens, independentemente da classe econômica ou social a que pertençam, concorram, em pé de igualdade, pelas tão cobiçadas vagas nas universidades, quer públicas, quer privadas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Marta Leiria Leal Pacheco</p>
<p>Procuradora de Justiça do Estado do RS</p>
<p><span style="text-decoration: underline;"> </span></p>
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		<title>“Mais Médicos” ou mais e melhores “Professores”?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[terezinha]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 27 Aug 2013 12:33:13 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Depois do programa “Mais Médicos”, o Governo Federal anuncia uma espécie de programa “Mais Professores”, certamente com menos vantagens aos prováveis candidatos, num país onde o Governador do estado do Rio Grande do Sul, ex-Ministro da Justiça, ex-Ministro da Educação não paga a seus professores o reles piso salarial que ele próprio criou. No ano que vem, quando chegar a Copa, provavelmente será anunciado o programa “Mais Policiais” para conter as turbas de furiosos manifestantes. É impressionante a irresponsabilidade e a desfaçatez com que o Governo Federal trata as questões mais agudas de nossa população.</p>
<p>Pelo andar da carruagem, me parece que nossas crianças haverão de ser alfabetizadas em espanhol (cubano!). Sim, porque somente loucos ou cubanos haveriam de empreender tal aventura. Por outro lado, me parece claro que qualquer cidadão brasileiro ficará feliz em receber um médico, com ou sem as competências e habilidades necessárias, da nacionalidade que for, onde não havia nenhum. Assim vem acontecendo há décadas com os professores que, tal como os cubanos, não por vontade própria, mas por absoluta necessidade, submetem-se uma galhofa dessas, com nuances de trabalho escravo.</p>
<p>Cada vez mais eu penso que a ignorância em muitos casos é uma bênção: não seria melhor a todo esse povo desassistido morrer sem saber que no seu caso haveria, quem sabe, uma solução simples, talvez aquele medicamento que falta nas prateleiras das farmácias dos serviços públicos de saúde?</p>
<p>Não me parece que o fracasso do programa do Governo Federal na atração de médicos do exterior se deva a uma aparente xenofobia dos médicos brasileiros, afinal, todos os países desenvolvidos atraem para si o melhor do que há no mundo em todas as áreas de conhecimento. É assim nos Estados Unidos da América (e há muitos bons médicos brasileiros lá!), na Alemanha etc. Aliás, por razões óbvias, o Brasil há muito passou a ser exportador de talentos.</p>
<p>Ao que me parece, o que há é uma crise de vocações em nosso país. A Medicina é apenas a bola da vez! Há muito, a carreira médica deixou de ser uma questão vocacional, deixando ao cargo filhos de médicos muito bem conceituados localmente e muito bem assentados; não significando, entretanto, que estes sejam bons médicos. Daí a grande crise que ora se percebe: são poucos os médicos capazes de enfrentar desafios, tanto mais pelas condições encontradas fora de seus “ninhos”. São poucos os médicos que não perseguem a carreira de seus pais e no mesmo local. Trata-se apenas de uma questão econômica, em todos os sentidos que possa ter. O mesmo acontece com engenheiros, advogados, agrônomos, veterinários e, particularmente, com políticos, estes todos certamente “destinados” ao Distrito Federal. Somos um país de currais, de pequenas ilhotas de bem-estar, de individualismo.</p>
<p>A Medicina, particularmente, é um caso emblemático: sobram vagas de residência para socorrista, infectologia, clínica geral, obstetrícia, nutrologia e geriatria (em um país que, cada vez mais, está se tornando velho!) em detrimento de especialidades como a cirurgia plástica, psiquiatria, cardiologia, oncologia e tantas outras especialidades médicas; enquanto o que mais mata no país continua sendo a septicemia, os acidentes vasculares cerebrais e os de trânsito. Quantos “pacientes” recebem cargas enormes de antidepressivos e ansiolíticos por conta, apenas, de intolerância ao glúten ou por uma insuficiência da tireóide? Mas a clínica geral continua sendo uma “área menor ou, quem sabe, para os tolos ou sem ambição” entre o meio médico.</p>
<p>Prevenção por que, se o que dá lucro é quando o sujeito está “na capa da gaita”? Afinal, se estiver morrendo, dará tudo o que tiver; e o que não tiver, os parentes darão! Não fosse por isso, a categoria não insistiria tanto na lei do “Ato Médico”, afinal de contas, qualquer enfermeira, atendente de enfermagem ou, ainda, os chamados “terapeutas alternativos” oferecem melhores respostas do que muitos “doutores”. Todos esses sabem o significado de “anamenese”, e que isso não cabe na “hora” de 30 minutos (ou menos!) daqueles.</p>
<p>Quem não reconhece o trabalho honesto e dedicado de um fisioterapeuta, por exemplo? Mas o seu plano médico somente pagará as sessões com a indicação de um médico fisiatra, no mais das vezes, donos das clínicas de fisioterapia! Qual desses realmente “bota a mão na massa”, consome horas e horas no contato e na recuperação do paciente? Quem ganha mais? Todos esses são graduados e ou pós-graduados, mas quem recebe o título de doutor após a graduação?</p>
<p>Dez mil reais, mais a possibilidade de uma especialização! Tenho certeza de que esse programa seria um sucesso se fosse aberto, também, aos enfermeiros, fisioterapeutas, homeopatas, fitoterapeutas, biólogos sanitaristas, entomólogos, parasitologistas, bioquímicos, farmacêuticos, veterinários, agrônomos, engenheiros sanitários, arquitetos urbanistas, acumpunturistas, quiropráticos, nutricionistas, massoterapeutas, terapeutas holísticos, advogados (por que não?) etc.</p>
<p>A verdade é que esse programa não visa à saúde da população, mas simplesmente a presença simbólica de médicos em postos de saúde! Não há como conceber-se a saúde sem a presença desses vários profissionais e, nesse ponto, concordo inteiramente com os argumentos dos conselhos profissionais de Medicina: não há como exercer a Medicina sem as mínimas condições materiais para tal. Por que, então, privilegiar a profissão médica? Essa é mais uma manobra política que visa apenas à manutenção do poder, pura demagogia.</p>
<p>Eu, como biólogo, e mais, professor de Biologia para diferentes áreas de conhecimento (com muito orgulho!), tenho a mais absoluta certeza de que vários dos meus ex-alunos estariam ávidos a candidatarem-se a um programa como este. Quantos profissionais, particularmente professores do Ensino Fundamental e Médio percebem tal remuneração e tais vantagens? Quantas mazelas de nossa população , seja na saúde ou não, poderiam ser poupadas por meio de uma educação de qualidade? Quantas vocações são ceifadas por uma distribuição de renda absurda? O que faz de um deputado federal, palhaço por profissão e vocação, melhor do que qualquer cidadão brasileiro? Por que este recebe uma remuneração, direta e indireta, maior do que um professor doutor, quando ele próprio questiona suas possibilidades no cargo e, palhaço por palhaço, declara preferir seguir sua vocação de divertir o público? Pão e circo no país das bolsas!</p>
<p>Para todos aqueles que dizem ouvir o “clamor das ruas” (poético, não?), aos que falam em “agendas positivas”, proatividade, celeridade na justiça e tantas outras bobagens, um pequeno recado: nós, povo brasileiro, exigimos nem mais um mínimo de ética, pois essa é praticada quando todos estão vendo, mas sim <b>caráter</b>, por que isso é o que fazemos quando ninguém está olhando. Se não for assim, podem ir preparando o programa “Mais Policiais” porque a “casa vai cair. Bem-vindo 2014, ano de Copa mas, também de eleições! Assim esperamos.</p>
<p><b>Carlos Frederico Nalepinski Widholzer</b></p>
<p><b>Doutor em Ciências e Professor da Universidade Federal de Pelotas</b></p>
<p><b><a href="mailto:carlosfredericowidholzer@yahoo.com.br">carlosfredericowidholzer@yahoo.com.br</a> </b></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>TANZAKU</title>
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		<dc:creator><![CDATA[terezinha]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 02 Jun 2013 14:31:55 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Ontem pela manhã estivemos, eu e a Cleci, minha esposa, na feira de ciências da escola de nossos filhos. Tudo muito bem preparado pelos professores, toda a escola envolvida, as crianças empenhadas, ávidas pela atenção dos adultos para poderem repetir seus textos ensaiados sobre o assunto da feira, o planeta Terra, com toda sua biodiversidade, biomas, problemas, soluções e particularidades.<br />
Para a Anna, nossa filha de quatro anos, o tema desenvolvido pela professora Giovanna e toda sua turminha foi “A cidade de Ribeirão Preto”, com seus pontos turísticos, maquetes e histórias diversas, com direito até a um rap composto pelos próprios alunos. Minha princesinha, sempre envergonhada nestas horas, estava linda, fez sua “exposição” e cantou com todos seus amiguinhos a música, na apresentação cheia de pais e avós babando e filmando.<br />
A turma do Biel, no terceiro ano, fez uma apresentação magnífica sobre o Japão, sob as orientações da professora Angélica. Ele ensinava aos expectadores sobre a gestão ambiental daquele pais, e sobre o Tanzaku, os pequenos bilhetes coloridos que as pessoas escrevem seus desejos e os prendem em bambus nas festas japonesas, principalmente no Tanabata. Estes bilhetes são queimados no final da festa e, como nos foi explicado pelo Biel, as cinzas sobem ao céu e, se forem sinceros, as estrelas Altair e Veja realizarão o pedido.<br />
E aí que estava o que mais me chamou a atenção. Segundo nos disse a Angélica, numa conversa posterior, quando os papéizinhos coloridos foram distribuídos para as crianças escreverem seus desejos, ela os orientou que não deviam colocar desejos materiais, mas sim coisas sobre sentimentos e desejos pessoais dos alunos. Usando uma expressão bem popular, o bicho pegou.<br />
Na simples curiosidade de ver o que meu filho teria escrito, comecei a ler os bilhetes, procurando o dele. Fiquei assustado.<br />
“Quero que meu pai não precise viajar muito&#8230;”<br />
“Quero que meu pai e minha mão brinquem mais comigo&#8230;”<br />
“Eu gostaria que meu pai parasse de beber&#8230;”<br />
“Gostaria que meu pai parasse de bater em minha mãe&#8230;”<br />
“Queria que minha mãe me desse mais atenção&#8230;”<br />
“Eu gostaria que meu pai e minha mãe parassem de brigar&#8230;”<br />
Precisei sair da sala e sentar uns minutos, me recompondo do que li naqueles alegres papeizinhos coloridos. Estas frases, por si só, são impactantes. Agora, vindas de crianças de oito anos, foi uma bomba sobre meu coração.<br />
É assim que estamos criando nossos filhos. Primeiro, comprometemos o futuro físico deles, destruindo o planeta, deixando para as próximas gerações uma herança ambientalmente comprometida (tenho que dizer que esta geração de crianças está sendo muito bem preparada sobre consciência ambiental, as causas e conseqüências do desequilíbrio do planeta. Podem se preparar, meus amigos, um dia seremos severamente questionados por ela).<br />
Mas talvez o pior preparo seja o futuro emocional deles. Cada frase transcrita acima carrega uma história particular que é muito mais comum do que gostaríamos supor, um mapa de sentimentos doloridos na simplicidade de uma criança.<br />
Não vou me prolongar muito nestas análises, até por simples despreparo para fazê-las, mas saí da escola refletindo sobre a atenção que damos a nossos filhos, a necessidade de conciliar trabalho, família, lazer e vida em sociedade. Na verdade saí da escola encantado com a feira de ciências, mas triste, muito triste, talvez se não tanto pelo Gabriel e pela Anna, muito por imaginar se os desejos de umas vinte crianças não seriam a síntese de toda uma geração.<br />
Assim, pense bem na próxima vez que disser não ao seu filho quando ele quiser brincar com você, ou em que tipo de exemplo tuas atitudes em relação à família você está “ensinado”.<br />
O tanzaku do Biel, claro, encontrei. “Gostaria que minha irmã fosse menos chata&#8230;”</p>
<p><strong>Lawrence Graci</strong></p>
<p><strong>Editor da Revista Nacional de Direito</strong></p>
<p><strong><a href="http://www.nacionaldedireito.com.br/">http://www.nacionaldedireito.com.br/</a></strong></p>
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